Na madrugada do dia 25 de Setembro, na rua da Cova do Chegado em frente ao “café o Pescador” na Murtosa,pelas 2horas e 15 minutos, dois jovens naturais deste Concelho envolveram-se numa agressão, o que resultou no esfaqueamento na vista esquerda de um deles através de uma garrafa partida.
A vitima, Domingos José Carvalho Matos, na casa dos 20 anos, mais conhecido por Domingos da Custódia, ao que se sabe não teria conflitos nenhuns com o agressor. Daí que os vizinhos e amigos se interrogam o que terá levado o agressor a iniciar esta agressão contra o Domingos, para mais sendo ainda primos em segundo grau.
Ao entrevistarmos o agressor, Fernando ( Cacola ) nome pelo qual é conhecido desde os tempos de escola, e que anda também na casa dos 20 anos, sobre o que o terá levado a cometer esta agressão, o mesmo não nos soube dizer nada, apenas encolheu os ombros afirmando que não queria falar e que não sabia a razão pelo qual agrediu o primo.
O nosso jornal, foi entrevistar os familiares da vítima, e ficamos a saber através destes, que o conflito terá começado por causa de um irmão mais velho do Domingos, ser testemunha num processo em tribunal contra o agressor.
Ficamos também a saber que o Fernando tem em tribunal 3 processos a correr contra ele, dois de agressão a dois homens um dos quais um jovem que deixou em estado de coma e um terceiro por ter batido a uma ex namorada.
Agora com o processo que já entrou em tribunal , perfaz 4 os processos que este jovem tem a responder no tribunal da Comarca do Baixo Vouga, o que faz com que quem se relaciona com ele o considere como um jovem bastante problemático.
O Domingos, encontra-se internado no Hospital da Universidade de Coimbra, onde já se confirmou a perda total da visão do lado esquerdo, estando os médicos que o assistem a tentar recuperar o melhor possível o olho afectado para que as mazelas com que o Domingos irá ficar não sejam muito desastrosas e visíveis.
A mãe e irmãs do Domingos, da vítima, viram-se e desejaram-se para conseguir instaurar o processo crime contra o agressor, uma vez que a GNR da Murtosa negou-se a registar o crime, desculpando-se que teria que ser a propria vítima a fazer o pedido.
Na impossibilidade do próprio o fazer devido a estar internado em Coimbra, as irmãs procuraram ajuda junto da Policia Judiciária de Aveiro, que logo pegou no caso e fez com que se instaurasse o processo crime, evitando assim e como era desconfiança destas últimas, uma possível fuga para o estrangeiro, do agressor.
A vítima, foi socorrida no lugar da agressão, pelo proprietário do” café Pescador” António Cunha e por um bombeiro da Corporação dos Bombeiros Voluntários da Murtosa, António José ( Rasteiro), que vive próximo do local onde aconteceu esta agressão.
Falámos ainda com o António Cunha, proprietário do “café o Pescador”, devido aos comentários que se ouviam pelo Concelho da Murtosa, em como o crime de agressão teria acontecido dentro do seu estabelecimento, ao qual ele nos respondeu que tais afirmações eram sem fundamento , uma vez que a agressão teria acontecido por volta das duas e quinze minutos da madrugada de Domingo, na rua em frente do seu estabelecimento e que o mesmo já se encontrava fechado e que nesse momento apenas se encontravam uns 6 clientes a pagarem as suas despesas, uma vez que ao Sábado ele tem o horário prolongado até às duas da madrugada, devido a sessão de Karaoke que é hábito ele fazer no seu estabelecimento.
De repente, ouviu gritos de alguém que gritava que o Domingos se estava a escoar de sangue, abriu a porta do café e saiu a correr com os últimos clientes que ainda se encontravam dentro, até junto da vítima que estava deitada no chão de boca para baixo. Ao virá-lo para cima é que se apercebeu da gravidade dos ferimentos. Segundo este, o sangue espirrava tal e qual fosse um tubo de água com vários furos e acudiu-lhe conforme soube até que os Bombeiros da Murtosa chegaram.

Para estas pessoas que nao percebem nada da lei! estudem o Código Penal e logo verão o porque da GNR nao ter aceitado a queixa!
senhor jornalista o meu nome e marques e nao matos ,se fosse um bom jornalista nao se engana nos nomes .Que escola ando.
Quer dizer, as pessoas perdem tempo e gastam dinheiro a tentar dar conta de um crime em que tu foste vitima e o teu agradecimento é falares desta maneira? Muito bem, analisando esta reação, já não sei se foste vitima ou se foste culpado.
Afinal, o que é que se passa com a autoridade , neste caso com a GNR da Murtosa?
Então este individuo, segundo o que se consta, já deixou um jovem em estado de coma, deu um ensaio de porrada a outro e bateu na própria namorada, agora deixa mais um outro jovem sem uma vista , e a GNR, recusa a aceitar a denúncia de crime em forma de agressão, nem tão pouco prende o agressor pelo menos para o apresentar ao Tribunal. O que é que fará falta à GNR para deter este jovem ? será necessário que ele mate alguém ? talvez seja isso que a GNR da Murtosa esteja à espera. Realmente depois a noticia será muito maior talvez até sairá na primeira pagina de algum Diário. Nós a opinião pública por cá ficaremos a aguardar o que se segue, mas algo me diz que isto ainda não irá ficar por aqui .
E que mal é que tinha, se o Júlio tivesse comparado esta rua da Gafanha Baixa com a Cova da Moura. Eu nunca vivi nem num lado nem no outro. E o que eu conheço da Cova da Moura é o que eu tenho visto na televisão. No entanto, a Gafanha Baixa, por vezes não fica atrás de certos acontecimentos que tem acontecido nesse tão mal afamado bairro da periferia da Capital . Basta ter em conta que ainda esta Terça Feira e em seguimento desta agressão, teve de ir para a Rua D. Dinis dois jipes apetrechados de grelhas tipo Policia de intervenção. São coisas como estas que dão má fama a uma rua ou a um lugar.
Também uma coisa que eu não percebo é a atitude das nossas autoridades, e do próprio Tribunal em deixar esse jovem andar ainda em liberdade, uma vez que ao que parece já deixou um outro jovem em estado de coma e anda por ai como nada tivesse acontecido. Vamos lá compreender a justiça Portuguesa.
Não, eu não me quis referir à Cova da Moura. Até que a Gafanha Baixa em nada se compara com essa localidade, e podemos dar graças a DEUS por não termos por aqui nenhuma Cova da Moura. O leitor /a, que se assina Santa Camarinha e insinua que eu estaria a comparar a Cova do Chegado com a Cova da Moura, não deve de conhecer a localidade que aqui comparou: Eu sim, conheço por curiosidade, e para tirar apontamentos, para um futuro trabalho que eu irei fazer em breve, estive lá a viver e a conviver com a maioria dos habitantes locais durante 30 dias.
Eu ao escrever Rua da Cova do Chegado, foi pela simples razão que é assim que eu sempre conheci esse lugar, e para melhor identificação pela parte dos Murtoseiros do local onde aconteceu a agressão, abstrai-me de usar o nome com que foi rebaptizada essa rua. Mais que não fosse para evitar más interpretações e maus juízos, pela parte dos nossos leitores, tal e qual como o fizeram alguns Murtoseiros aquando da saída da notícia no JN, que começaram a falar que a agressão tinha acontecido dentro do café o Pescador, o que não é verdade.
Podem-me chamar de conservador, saudosista, menos mal intencionado, pois isso eu tenho a certeza que o não o sou.
Júlio Silva – Director-director do Jornal Ribeirinhas.
O Outeiro da Maceda, zona onde aconteceu este trágico incidente, tem os problemas comuns a outras terras com um grande aglomerado de pessoas por metro quadrado, com a agravante dos parcos recursos da maioria dos seus habitantes, que provocam precariedade, pouca escolaridade e a consequente incapacidade para se educar e preparar os filhos para a vida e para uma realidade que se mostra cada vez mais complicada.
No entanto, não se passa naquele bairro nada que não seja comum a outras terras. E que ninguém se iluda, porque no melhor pano cai a nódoa. Além de que, se estudarmos as estatísticas, não creio que encontremos ali mais criminalidade ou violência, do que nas outras partes do concelho e urge aqui realçar a boa índole de muitos dos seus habitantes, para não cairmos na tentação de generalizar e discriminar, como já vi escrito acerca desta noticia. Falamos de um bairro onde também existem pessoas de bem e que não são poucas. Talvez a diferença em relação a outras zonas passe pela incapacidade das famílias em lidar com os problemas que afectam as gerações mais recentes, tanto do ponto de vista social como económico. Um exemplo, que não tendo nada a ver com este caso, é uma realidade: o consumo de drogas entrou-lhes pela porta dentro, como entrou em muitos lares das mais variadas zonas, mas talvez aqui tenha encontrado menos resistência, devido a incapacidade de a combater. Era aqui que quem de direito deveria intervir, ajudando a quem sozinho não consegue acudir a um filho que vê caído nas malhas deste flagelo. Gastam-se tantos milhões em coisas supérfluas e para isto faltam os meios e a coragem.
Quanto o acontecimento aqui noticiado, resta-me dizer que o lamento, até porque apesar de não conhecer os protagonistas pessoalmente, por não serem da minha geração, conheço as famílias e sei que nenhuma das partes se vangloriará com o que aconteceu. São gente humilde, mas trabalhadora, a quem a vida não foi fácil, mas que sempre se esforçaram por viver sem vergonhas no mundo. O acto irreflectido deste jovem, não só em nada o dignifica, como vem destruir o que tanto custou a amealhar aos pais, embora isso nunca compense o sofrimento irreparável que causou.
Desejo sinceramente que tudo acabe em bem e o meu abraço ambos.
Rua dos Pocinhos SFF, escreveu Cova do Chegado para sugerir Cova da Moura?
Aqui está mais uma agressão gratuita e por vezes desnecessária, era preciso mas era um sério investimento na educação dos nossos jovens, implementado pela Câmara da Murtosa, mas isso a estes políticos não lhe dão votos o que lhe dão votos é fazer ,abrir e estender alcatrão .
Eu ainda me lembro na altura, em que o Silva da Dankal (tintas) montou auma secção de Boxe no ACDM , faziam parte como atletas, o Júlio Silva sub director deste jornal, o seu irmão António mais conhecido por (piquinhas), o Carlos Kaié, o Sabrino da Gafanha Baixa , entre outros que nunca chegaram a subir ao ringue ao contrário dos aqui mencionados, e o Cabo da GNR da Murtosa insurgiu-se contra esta criação desta secção de Boxe, devido à possibilidade do aumento da violência na Murtosa por parte destes jovens atletas, mal sabia o Cabo Gonçalves que a arte do Boxe é uma arte nobre , e que um atleta por vezes antes prefere levar uma bofetada na cara, do que expor ao agressor os dotes que possui e que aprendeu durante o tempo de treinos. isto só para dizer que antigamente mesmo com poucos estudos os comandantes da autoridade se impunham contra a violência mesmo confundido a violência com uma possível aprendizagem de um bom desporto. Hoje em dia as nossas autoridades evitam mas é tomar conta de agressões, na hora exacta e no momento preciso. Enfim é a defesa que temos no nosso pequenino Portugal .