Exmo. Senhor Director do Jornal “ Notícias Ribeirinhas”
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Na passada sexta-feira a direcção da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários da Murtosa tomou conhecimento do artigo e da reportagem intitulada “Bombeiros Voluntários da Murtosa recusam transportar Luís Rendilheiro” que foi publicada no vosso jornal on-line.
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Antes de tudo acharíamos justo que tivéssemos sido ouvidos previamente porque julgamos que uma notícia só é verdadeira se todas as partes envolvidas tiverem oportunidade para apresentar os seus pontos de vista.
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Ao que sabemos o Senhor Director do NR contactou por e-mail o Sr. Comandante do Corpo de Bombeiros para se pronunciar sobre a situação ao que este lhe terá transmitido que o assunto iria ser analisado pela Direcção na sua reunião de hoje e que, seguidamente, esta o iria contactar para lhe ser transmitido o que tivesse sido apurado sobre o assunto.
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Segundo soubemos, esse e-mail, por alguma razão, não terá chegado ao seu conhecimento o que foi por si entendido como uma ausência de vontade da Associação de Bombeiros em se pronunciar sobre o sucedido, levando-o a publicar a peça sem ouvir o outro lado.
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Não podemos deixar de afirmar que desejaríamos que o que aconteceu nunca tivesse acontecido e esperamos que nunca mais volte a acontecer, porque nos aflige que um paraplégico de cadeira de rodas se sinta desamparado à porta de um Hospital sem saber como regressar ao seu lar.
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No entanto, surpreende-nos que o Senhor Director do NR não se tivesse começado por questionar como é possível que o Hospital de Aveiro tivesse dado alta a um doente nas condições do Senhor Luís Rendilheiro sem que ninguém se tivesse preocupado com a forma como ele iria regressar a casa.
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As primeiras responsabilidades pelo sucedido cabem, do nosso ponto de vista, ao Hospital de Aveiro que nunca devia ter dado alta a um indivíduo paraplégico, deixando-o sair das suas instalações sem que os Serviços Sociais do Hospital se inteirassem se estavam reunidas as condições para o seu regresso a casa.
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Também não podemos deixar de afirmar que o Senhor Luís Rendilheiro, como todo e qualquer cidadão, deve ser conhecedor dos seus direitos e dos seus deveres e, se se sentia desamparado deveria, dentro do Hospital, ter apelado aos serviços competentes e ao médico que o assistiu que o ajudassem e o informassem como podia regressar a casa em segurança dado que se encontrava sozinho e sem apoio familiar.
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Por muito que possa custar a compreender ao Sr. Luís Rendilheiro, apesar da sua condição física debilitada e incapacitante, não é por isso que se deve sentir no direito de requisitar uma ambulância, deixando de se dirigir aos Serviços Sociais do Hospital e dizer à assistente social que lá está de serviço que precisa de ajuda porque não tem condições para regressar sozinho a casa.
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Por último, e porque achamos que devemos reconhecer que quando as coisas não foram bem feitas devem-se corrigir para evitar que voltem a acontecer, os Bombeiros deviam ter informado o Senhor Luís Rendilheiro que se deveria dirigir aos serviços Sociais do Hospital que lhe requisitariam um transporte como lhes compete em situações de comprovada falta de condições para que um doente o faça pelos seus próprios meios como era o caso.
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Não querendo alimentar polémicas que nada contribuem para a resolução de problemas, não podemos, no entanto, depois de ouvirmos a versão dos factos que nos foi transmitida pelo Chefe Domingos Cascais, deixar de afirmar que o Senhor Luís Rendilheiro contou publicamente uma versão dos acontecimentos que não corresponde à verdade nem que as palavras que este lhe disse foram aquelas que ele transmitiu.
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Resta-nos terminar, apelando para que todos aqueles que manifestaram a sua opinião no Notícias Ribeirinhas de alguma forma denegrindo a imagem dos Bombeiros da Murtosa, ou cedendo à crítica fácil de quem desconhece totalmente a realidade, que não se esqueçam que ninguém se deve achar senhor da razão e que aqueles Homens e Mulheres estão ali porque tem a dignidade de oferecer a sua disponibilidade em troca do nosso conforto e da nossa segurança.
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Quanto ao Jornal que o Senhor dirige estaremos sempre disponíveis para prestar qualquer informação dentro de descrição e recato que é nosso apanágio.
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A Direcção da Associação Humanitária de Bombeiros Voluntários da Murtosa.
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Exmo. Sr. Presidente da Direção,
nos dias de hoje o senhor sabe tão bem quanto os cidadão que nada se faz de graça. Por isso poupe-nos com as suas desculpas, porque quem está por dentro das organizações dos bombeiros, sabe e tem indicações ( dos diretores) para quando recebem chamadas para fazer um transporte, através do nome do transportado verificar no vosso sistema de facturação se existe dividas, e caso se confirme, o transporte não é feito!!!!
Um bem haja
Vejam lá meus senhores se tem um mínimo de senso nas vossas cabeças e instauram um processo a esse chefe Cascais. Porque agindo assim dessa maneira como estão a agir, só não estão a passar um diploma de estúpidez a todos os Murtoseiros, como estão a colaborar na cobertura do erro que esse indíviduo cometeu. Um chefe acima de tudo tem que ser um profissional, e deve de ter uma boa educação e terá de saber falar com as pessoas e a maneira como ele se dirigiu ao Luís não são maneiras de falar com ninguém. E os senhores da direcção dos Bombeiros poderam vir com mil discursos para a comunicação Social desculparem este chefe, porque de nada adianta está mais do que visto, mais do que provado que ele e só ele disse ao Luís o que este último diz que esse chefe lhe disse. E como a D.Maria da Gloria Catarino disse haja Transparência acima de tudo.
Com tanta coisa que se diz e disse, que decidi ligar para o Hospital de Aveiro questionar os procedimentos/regras sobre o transporte de doentes ao que me responderam , “esse Sr como qualquer doente a partir do momento que teve alta não têm direito a transporte de ambulância gratuito, se fosse uma transferência para outro Hospital neste caso Salreu, o próprio Hospital trataria do transporte/transferência gratuito, como o doente teve alta para ir para casa é ele que têm de arranjar um transporte e pagar, seja taxi ou ambulância ou algum familiar vir busca-lo. Voltei a questionar e informar que o Luis estava debilitado devido a ter apanhado uma transfusão de sangue e estar numa cadeira de rodas e voltaram a responder o doente teve alta, nem que tivesse um braço ou perna engessada se lhe deram alta a partir desse momento ele têm de arranjar transporte, como ele está numa cadeira de rodas o ideal era contratar uma ambulância e não um taxi. São os regulamentos do sistema nacional de saúde.
Sr. Manuel,
As informações que alguém (não sabemos quem) lhe deu no Hospital de Aveiro não correspondem à verdade como pode V.Exa. poderá comprovar pelo Despacho n.º 7861/2011 do Gabinete do Secretário de Estado da Saúde de 17 de Maio de 2011, que entrou em vigor no dia 1 de Junho do ano passado, e que aprova o Regulamento Geral de Acesso ao Transporte não Urgente no Âmbito do Serviço Nacional de Saúde. Este despacho, que já endereçámos na íntegra ao Senhor Director do Jornal Ribeirinhas esta tarde acompanhado de nova nota informativa da AHBVM, desmente totalmente as afirmações sobre os procedimentos que o Senhor refere estarem em vigor.
Quando se fazem afirmações públicas que põem em causa aquilo que outros afirmam é conveniente que se tenha a certeza daquilo que se diz sob pena de se fazer figura de se passar por pessoa pouco informada que quer à viva força fazer vingar a sua opinião em detrimento da verdade.
Espero muito sinceramente que o Jornal Ribeirinhas não demore tanto tempo na publicação dessa nota que enviámos ao seu Director pelas 17:30 h de hoje, como demorou na publicação da anterior, porque quanto mais depressa todos se esclarecerem como devem agir nesta situações menos pessoas continuarão a fazer afirmações gratuitas e erradas..
Vocês queixam-se que o jornal demorou dois dias a publicar a vossa nota, mas pelo que percebi, talvez fosse porque teve que estudar com o advogado a legalidade dessa publicação, de forma a se proteger, pelo mesmo motivo que vocês contrataram um advogado. E também não havia assim tanta pressa, uma vez que vocês demoraram mais de uma semana a emitir o comunicado, é porque não tinham pressa em esclarecer o assunto. Porque a pressa agora? O que mudou? Seria por verem as barbas a arder?
O Povo da Murtosa, quer transparência, exige Transparência, pede Transparência, ordena Transparência e pede a demissão do Chefe Cascais. Mentiroso aqui é esse senhor e não o Luís Rendilheiro, ou também será mentira o que já se consta pela Zona da Arribação, dito e espalhado por bombeiros/as que têm ordens para não transportar o Luís quando ele precisar dos Bombeiros. E olhem que não foi o Luís que disse desta vez fosse o que fosse . Tenham lá um pouco de dignidade e despachem com esse sr. Cascais para o fundo de desemprego, que assim talvez ele aprenda a ser mais contido nos seus desabafos.
D.º Glória,
Não sabemos quem lhe terá dito que existe essa ordem uma vez que a Senhora não identifica quem foram os bombeiros ou bombeiras que a receberam.
Uma coisa eu lhe posso garantir : essa ordem só poderia ter sido dada pela Direcção e nunca foi nem será dada. Mais transparente do que aquilo que estamos a afirmar não pode haver e espero que aquilo que diz que se consta na zona da Arribação termine com esta garantia pública.
Também lhe queremos dar a si, ao Senhor Luís Rendilheiro, e a todas as pessoas que se têm pronunciado neste caso, outra garantia : apesar de não nos competir, iremos interpelar a Segurança Social, através dos seus representantes locais, no sentido de saber de que forma é possível ajudar o doente a ter o direito de ser assistido dignamente sem ter de andar a mendigar uma boleia ou à espera que apareça uma ambulãncia á porta do Hospital para o trazer de volta.
Mas não podem ser deixadas de ser feitas todas as diligências junto das entidades competentes para o efeito só porque é mais rápido, ou mais fácil, telefonar para os Bombeiros e chamar uma ambulância. Quantas pessoas, por esta ou aquela razão, não acharão que teriam esse direito, sempre que recebem alta em qualquer Hospital?. Seria humana e economicamente impossível satisfazer a todas, pode ter a certeza.
O cidadão Luís Rendilheiro tem de poder exercer o seu direito à assistência que merece e nisso todas as pessoas bem intencionadas podem ajudar.
Mas é preciso fazê-lo de forma consitente e duradoura e não andar a “tapar buracos” agora que a situação se empolou desta forma e esquecer as necessidades de uma pessoa que, infelizmente, as terá para o restto da vida.
Os senhores da direção vieram aqui fazer o seu papel, mas não podem dizer que o Luís mentiu e o Cascais disse a verdade, porque a conversa só os dois ouviram. E se bem que o hospital deveria resolver o assunto, se estava lá uma ambulância da Murtosa e regressou vazia, deveriam ter trazido o rapaz.
São uma associação humanitária ou não são? Mas deixar um paraplégico abandonado numa cadeira de rodas não é ser-se humano. Eu ainda hoje não nego boleia a ninguém conhecido que venha para a Murtosa ou arredores, quanto mais a um paraplégico. Foi má vontade e arrogância do Chefe Cascais e mais nada. E escusam de fazer chantagem emocional a falar nos voluntários que se esforçam pelos outros porque esses são reconhecidos e acarinhados pelo povo. Ninguém falou mal dos bombeiros num todo. Falou-se do chefe Cascais, que é contratado e por isso a Murtosa não lhe deve nada. Ai ele leva o dele e ainda quer uma estátua? Ele tem um emprego e se fez mal, teria de ser punido. Não é vir a direção atirar areia para os olhos ao povo, a evocar leis e regras para justificar o mau procedimento de um elemento e chamar mentiroso ao Luís, porque se há uma vitima nesta historia, é o Luís, não é o chefe Cascais. Não me pareceu que o Luís estivesse a declamar um texto decorado naquela entrevista. Pareceram-me palavras simples, mas sinceras e espontâneas. Não pareceram palavras que demoraram uma semana a ser escritas, depois de pensadas e repensadas.
esta criatura do jornal utiliza a expressão associação humanitária para pôr em causa o não atendimento do pedido do Sr Luís por parte dos bombeiros tentando deliberadamente confundir a missão que está subjacente à denominação da associação en contraste com o seu procedimento. Só os mais distraídos vão dar importância a estas tricas. e não se apercebem da conspiração aqui criada.
sinceramente não é nada comigo, mas confesso que a opinião que este sujeito indigesto aqui escreveu como anónimo se fosse o conversa de tasco tipo José Casalinho eu digo-lhe com toda a minha sinceridade, este gajo não sai de lá sem me levar um par de estalos . E digo um par de estalos, que era para abrir o apetite, depois de lhe enxertar a cara ainda levava tantas e tão poucas ate me sentir satisfeito. No entanto eu pergunto com que direito elevem aqui dirigir-se a quem escreveu o artigo que deu seguimento a esta polémica toda como sendo uma criatura. É sim uma criatura feita num grande homem que está a trabalhar em prol de outros no lugar da Assistente social e fazer o trabalho que ele deveria de fazer , mas que não faz . Se ele se dirige à associação dos bombeiros como Associação Humanitária é porque ele a conheceu assim desde os primeiros dias de vida, talvez a dor de corno venha dai é que quer queiram ou não terão que aceitar que foi ele mais uns 23 homens que deram inicio a esta corporação de bombeiros dai ele se manifestar contra certas atitudes que acontecem dentro dos bombeiros . Agora vir para aqui dizer que a intenção é de conspiração da parte do autor do texto, má intenção é do anónimo que vem para aqui largar bitaites .
Além disso está mais do que provado que o Cascais está cúmplice é culpado, venha lá a direcção dar as justificações que der , enquanto não interrogar os dois intervenientes deste caso não haverá justiça feita e a Associação do Bombeiros da Murtosa ficarão sempre com uma nódoa negra que não sairá se não houver transparência.