De hipocondríaco e de louco todos temos um pouco… Bem, penso que o ditado popular não é bem assim, mas, seja como for, também este dizer tem alguma razão. Matutemos nas nossas reacções perante a dor ou a doença e chegaremos a essa conclusão.
Tenho pensado imenso sobre estados de ansiedade e devo concluir que, de alguma maneira, todos, em algum momento, sofremos deste mal generalizado. Sofre o aluno, perante a proximidade de um exame decisivo; sofre a parturiente perante a aproximação da hora sonhada; sofre o gestor perante uma decisão económica complicada; sofre o realizador no momento de estreia do seu último filme; sofre o escritor no dia de lançamento do seu livro.
Enfim, todos nós, de alguma maneira, sofremos de ansiedade. Há quem a considere positiva, em quantidades razoáveis, e quem a não tolere. Há quem se escude numa carapaça de fortaleza exterior, para evitar denunciar um interior vulnerável. Há quem chore copiosamente por dentro e ria, de forma imparável, por fora. Há quem ridicularize o sofredor. Há quem o mime. Há quem ignore por completo o que significa a palavra, mas ninguém pode afirmar que não o sentiu na pele.
Sem saúde, como todos sabemos, não passamos de uns meros farrapos. Nem dinheiro, nem prestígio, nem poder, nem conhecimentos… nada nos devolve a saúde e, sem ela, nada somos.
Costumamos ouvir dizer que quem tem unhas é que toca viola, ou seja, quem tem dinheiro é que consegue fazer o que quer. Pois é, isso pode ser verdade no que toca a adquirir imóveis ou demais bens materiais, mas, meus amigos, a saúde ninguém compra.
E não nos queiram impingir a ideia que, sendo rico e tendo acesso às melhores clínicas de saúde, vamos conseguir ser ressuscitados quando chegar o nosso momento.
Como tal, e em jeito de despedida, não ambiciono riquezas, prestígio ou demais materialismo, apenas peço saúde, paz e alimento para mim e para os meus!
