Águeda

Obras de construção da Ecopista do Vouga já arrancaram

Intervenção vai requalificar 4,6 quilómetros de antigo troço ferroviário e permitir a ligação à Ecopista de Sever do Vouga

As obras de construção da Ecopista do Vouga, no troço entre os lugares de Foz (no limite do concelho de Albergaria-a-Velha com o de Sever do Vouga) e Sernada do Vouga (no Concelho de Águeda) já iniciaram. A notícia foi avançada por Jorge Almeida, Presidente da Câmara de Águeda, ontem, na conferência sobre “Rede de Ciclovias (Programa Valorizar) e Revisão do PIMTRA”, que decorreu junto ao Museu Ferroviário de Macinhata do Vouga.

O encontro aconteceu no âmbito do Congresso Região de Aveiro, da CIRA, e juntou em Macinhata do Vouga vários Presidentes de Câmara desta Comunidade Intermunicipal, bem como outros dirigentes e entidades ligadas às ciclovias. Na ocasião e sobre o projeto em concreto da Ecopista do Vouga, Jorge Almeida realçou a importância que esta ligação tem para a região, requalificando os 4.628 metros que faltavam à Ecopista já concluída em Sever do Vouga.

“Vamos ter este espaço renovado e sobretudo estamos a fazer um ato de grande justiça ao nosso município vizinho de Sever do Vouga, que fez uma ecopista emblemática para a nossa região, mas faltava aqui esta ligação que estamos agora a concretizar”, disse o Presidente da Câmara de Águeda, acrescentando que este projeto assegura a ligação do Complexo Ferroviário de Sernada da Ecopista do Vouga até à Ecopista do Dão.

A Câmara de Águeda acredita que este projeto vai permitir realçar toda a história do concelho ligada à ferrovia, ao mesmo tempo que potencia a atividade turística e desportiva em termos regionais. “Quando falamos da ria, virmos de vento em popa num moliceiro, para depois podermos ir dar uma volta num comboio histórico, e seguindo pela Ecopista, complementa em muito esta oferta que queremos para uma região mais alargada que é a da Ria e do Vouga”, defendeu Jorge Almeida, que apontou para o espólio “dos mais ricos a nível mundial”, existente no Museu Ferroviário de Macinhata do Vouga e em Sernada, em cujas oficinas é feita a recuperação de algum material circulante.

“Defendemos acerrimamente esta linha, com bitola métrica, única no país a funcionar, que, depois, associado ao espaço museológico e à Ecopista, são motivos de interesse para a região e país”, frisou o Edil, aproveitando a oportunidade para agradecer a sensibilidade da direção da CP por este assunto, um “aliado de força” na promoção e valorização desta linha.

“Esta congregação de fatores cria-nos espaços únicos de intervenção e que se transformam em grandes oportunidades para alguns territórios”, declarou Jorge Almeida, avançando que, “em breve”, será lançado o concurso para a ampliação do Museu Ferroviário.

Refira-se que a obra da Ecopista do Vouga está inserida no Programa Valorizar, numa candidatura da Grande Rota da Ria de Aveiro, cofinanciada pelo Turismo de Portugal, I.P., através da Linha de Apoio à Valorização Turística do Interior.

Quando concluída, ligará Sernada do Vouga a Santa Comba Dão, ligando os Municípios de Águeda, Albergaria-a-Velha, Sever do Vouga, Oliveira de Frades, Vouzela, S. Pedro do Sul, Viseu, Tondela e Santa Comba Dão, através de um traçado ciclável e pedestre, criando uma rede de ecopistas de âmbito regional.

Ribau Esteves, Presidente da CIRA, salientou que a conferência de ontem decorreu junto “a uma referência que queremos viva, seja na sua aplicação ferroviária, seja nesta aplicação moderna de ciclovia, tudo com gestos consequentes de fortalecimento da coesão do território dos 11 Municípios que integram a CIRA, fazendo por aí uma oferta que qualifica o território e quem aqui reside, mas tornando-o muito mais atrativo para aqueles que aqui podem residir em períodos mais ou menos longos da sua vida, por pretextos diferentes, sejam de trabalho, de estudo ou de investigação, sejam de mero lazer ou usufruto cultural”.

Isto, acredita, é estar a “densificar o que somos como território uno e como produto turístico”, sublinhando que o trabalho que está a ser feito na área da mobilidade e que “é contributivo para a qualidade de vida e para melhorar a nossa performance ambiental, é simultaneamente um instrumento de fortalecimento deste produto turístico”, a ciclovia.

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