Estarreja

Alunos de Estarreja partem à descoberta do património cultural estarrejense

O Município de Estarreja, no âmbito do Programa Municipal da Educação, promoveu sessões de visitação, onde a tradição e as “nossas” gentes foram os protagonistas.  Com a colaboração do Grupo Etnográfico “Danças d’Aldeia” e do Mestre António Esteves, foi possível, a par com a promoção da leitura, dar a conhecer aos alunos a história do concelho.

Um dos princípios orientadores da política cultural do município passa pela valorização dos recursos locais, mobilizando-os como agentes relevantes e integrantes dos processos de ensino e aprendizagem, numa lógica de aprendizagem ao longo da vida.

Isabel Simões Pinto, vereadora da cultura, realça que “é muito gratificante perceber que esta oferta cultural, no âmbito do LAC – Laboratório de Aprendizagem Criativa e integrada no Programa Municipal de Educação, com o objetivo de promover a salvaguarda e a valorização do nosso património cultural, tornando-o elemento vivificador da nossa identidade cultural, foi tão bem acolhida pelos nossos agentes culturais locais, pelos  professores e, especialmente, pelos alunos. Esta é uma oportunidade de ampliarmos a possibilidade de vivências e competências facultadas pela escola, tão relevante na formação do pensamento crítico e criativo das crianças, reforçando a abertura da escola à comunidade, à etnografia, às artes e ofícios, como a construção naval, como forma de preservar o nosso legado patrimonial .”

Antes de começarem a experimentar, na sede do grupo, os instrumentos e os brinquedos antigos, e a ver os trajes da época, danças e cantigas, ou a ouvir a história do Mestre e da construção naval, com mostra de ferramentas e moldes da construção, os pequenos exploradores ouviram um conto adaptado à temática com as técnicas da Biblioteca Municipal.

A coordenadora do 1.º ciclo do Agrupamento de escolas de Pardilhó, Natália Brandão, considera que estas atividades são importantes, porque permitem aos alunos “uma perspetiva mais real de usos, costumes, trajes, objetos… usados num passado recente na nossa localidade, enriquecendo o conhecimento individual sobre o nosso património coletivo.”

Na opinião da docente, “só conhecendo o património local e nacional, as crianças aprendem a respeitar o presente e a perspetivar o futuro.” Conta ainda que os estudantes “demonstraram alguma perplexidade ao perceber como era a vida aqui num passado recente e muito recetivos às histórias de antigamente sobre os brinquedos, o vestuário e as cantigas. E ficaram fascinados com a história de vida do Mestre António Esteves.”

Natália Brandão espera que as turmas tenham a oportunidade de participar noutras ações que “explorem outras vertentes da vida de outrora como a alimentação, a higiene diária e, até os passatempos.

Depois das visitas de estudo, nos corredores e nas salas de aula não se falava de outra coisa: “gostamos de fazer mais visitas como estas”. Segundo a professora, a opinião entre os alunos era unânime. “O que mais os impressionou foi tocar nos instrumentos musicais antigos, ouvir as músicas tradicionais, descobrir quais as roupas que se vestia na época, os tamancos de madeira que até as crianças calçavam, e os lencinhos para colocar na cabeça. E até aprenderam coisas novas como “a usar o pião, a música “Ó José aperta o laço”, a coreografia da dança e o modo de usar os brinquedos antigos.”

“Esperamos que no próximo ano letivo, haja mais professores e alunos a fazer estas visitas, contribuindo para a coesão social e territorial”, afirmou Isabel Simões Pinto.

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